Desbravando o sítio histórico da Prainha de bike : 491 anos de colonização!

by - janeiro 29, 2026



Aventurar-se significa atravessar a ciclovia mais alta do Brasil e seguir até onde o Espírito Santo nasceu: a Prainha de Vila Velha. Entretanto, a travessia de bike (ida e volta são 23 km) exige alguns cuidados que deixarei por aqui  e também narrarei como foi estar na Prainha em uma linda manhã ensolarada de fim de  janeiro. 


Um desafio da engenharia  a 70 metros acima do nível do mar, a Ciclovia da Vida "Detinha Son", foi  construída do lado da Terceira Ponte e é a mais alta de todas as capitais brasileiras.Atravessá-la de bike exige preparo físico e freios potentes. Veja como o ciclista fica na travessia:



Desde a inauguração da ciclovia, eu já fiz algumas viagens no sentido de  Vila Velha com  retorno a Vitória, adquirindo uma certa experiência. A primeira vez eu quase morri...kkkkk 😆 Faltou-me ar e força nas pernas para encarar a subida.  

A dificuldade maior é no sentido de Vila Velha a Vitória, pois você já está mais cansada do trajeto efetuado e os ventos neste sentido, são muito mais intensos, além da inclinação da subida até o mirante ser um pouquinho mais íngrime. Mas a visita lá de cima compensa muito.


No mirante da Ciclovia com vista para a Ilha do Boi


Dicas simples e importantes para a travessia

A primeira dica é a da manutenção da bicicleta.  É preciso  observar se a bike  tem condições de fazer o trajeto. 

A pessoa também tem que ter cuidado com si própria e usar equipamentos de segurança como capacete, luvas , garrafas de água e óculos apropriados  para contenção da poeira e do vento nas descidas, além de roupas adequadas que oferecem mais conforto ao ciclista.

É necessário fazer o translado da via tendo em mente  que não é uma pista de competição: é um momento de lazer, de prática de esporte lúdica.  Então é preciso ter realmente cuidado e muita atenção nesse deslocamento, principalmente nas descidas nos dois sentidos.

Há de deixar ressaltado que a  Ciclovia da Vida é a mais alta do Brasil entre as capitais, com cerca de 70 metros acima do nível do mar ao longo de 6,5km de extensão. A travessia, que já oferece uma vista panorâmica deslumbrante, torna-se uma experiência desafiadora e emocionante.

O trajeto até a Prainha de bike é repleto de aventuras 


Chegamos na Prainha, o  Espírito Santo nasceu aqui!

Depois de atravessar a Terceira Ponte pegamos o caminho que segue em direção ao Convento da Penha, que fica muito próximo à Prainha.  Tem um trajeto metade ciclovia e metade nas ruas e avenidas, o que exige mais cuidado e cautela,  pois andamos na mesma via dos carros.

Aqui nasceu o Espírito Santo



O Parque da Prainha, em Vila Velha, ganhou o Marco Zero da Colonização, uma obra de arte a céu aberto criada pelo artista plástico Celso Adolfo. No centro da obra há uma placa, com a imagem de uma caravela, com a seguinte inscrição: “O Espírito Santo nasceu aqui. Vila do Espírito Santo. Vila Velha. 1535”. 


A obra de arte de Celso Adolfo foi construída com pedriscos, que são pedras aglutinadas com resina, resultando num piso que proporciona alta drenagem de água e resistência em locais abertos, como o Parque da Prainha. A obra é linda, assim como todo o parque que é bem acolhedor e perfeito para um passeio histórico.


Obra  de Celso Adolfo conta a história da colonização na Prainha



A obra de Celso Adolfo  conta toda a  história da colonização, retratando além de Vasco Fernandes Coutinho, também  o escudo de Portugal, a caravela Glória usada por ele em sua chegada em Vila Velha, os povos originários, os pescadores da Prainha, a imagem de Frei Pedro Palácios apontando para as palmeiras do Convento da Penha e o mapa do Espírito Santo elaborado em 1535.

A Prainha é um espetáculo à parte. E ver os barquinhos na vila dos pescadores nos remete à memória da colonização do solo Espírito Santense.  Há quase 500 anos atrás só havia mar e mais nada. A civilização contemporânea que solidificou e emergiu prédios de concreto onde há  anos só havia mar e areia/terra.

Os barquinhos e os prédios de Vitória ao fundo no parque da Prainha



Passear pela Prainha é voltar a 1535 e imaginar o quanto essa terra era selvagem, remota e  absurdamente linda. Aqui chegaram os portugueses em uma caravela  e  ao desembarcarem se  depararam com os índios, iniciando assim um conflito de civilização cuja história sabemos de cor, mas  que não tira a magia dessa terra antiga.


O nome Prainha nasceu do hábito carinhoso dos moradores de chamá-la desta forma, devido à pequena enseada existente ali. O roteiro começa pela enseada da Prainha, cenário onde aportou o primeiro donatário do Espírito Santo  e onde começou a colonização deste estado bonito por natureza. 

O barquinho de nome saudade chamou-me a atenção. Ancorado na areia aguarda o seu gentil pescador que há anos tira o peixe de cada dia nesta terra abençoada pelo Espírito Santo. Ao fundo da foto vemos a Terceira Ponte e já chegou o momento de recomeçar a travessia de volta para casa.


E assim chegamos ao fim de mais uma jornada por um sítio histórico de 491 anos. É um grande privilégio poder fazer esse passeio de bike observando cada detalhe, cada pedacinho dessa terra histórica. Aproveito para convidar todos para curtir esse passeio restaurador. Até mais gente querida!

ARTIGOS RELACIONADOS:

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DE LER:

DEIXE O SEU COMENTÁRIO VIA FACEBOOK OU BLOGGER:

0 coment�rios

Seu comentário é muito importante para saber se você está gostando de viajar pelas terras capixabas. Seja sempre bem-vindo(a)! :))