Oi gente amiga, capixabas queridos e também a todos os visitantes do Brasil. Vocês já devem saber que virei uma ciclista contumaz, perfazendo vários percursos em Vitória e também em Vila Velha. Mas algo aconteceu comigo e preciso contar...
Creio que o ciclismo chegou um pouco tarde para mim. Eu deveria ter começado mais cedo. Mas antes não tinha tempo: os estudos e o trabalho consumiam todo o meu dia e também os finais de semana.
E agora que tenho mais tempo livre, infelizmente o meu corpo não aguenta ser exigido com frequência. O ciclismo é uma atividade leve, mas não podemos exagerar não é mesmo? Atravessar a Terceira Ponte, na semana retrasada, custou-me uma grave inflamação na lombar que agora estou tratando com aulas de hidroginástica. Retornei a praticar essa atividade que tanto apreciava e está sendo ótimo para buscar a cura.
Mas a saudade de um bom pedal de 20, 30, 40 km está fazendo muita falta e apenas hoje pude matar a vontade deste esporte que aprendi a amar.
Arrisquei-me a ir até o Centro de Vitória, margeando as calçadas esburacadas no entorno do Morro de Nazareth e no Ginásio Álvares Cabral. Somente quando alcançamos a Beira-Mar, quase chegando ao centro da cidade , que o calçamento melhora na ciclovia.
Até que avistei, na entrada do Porto de Vitória, um imponente rochedo, fronteiro ao antigo Forte de São João. Pronto! Ali me senti em casa. É uma energia inebriante que o lugar transmite. Saiba que o Penedo lembra muito o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Tem a superfície pontuada de gravatás e outras plantas rupícolas e na sua base tem uma faixa branca que fica rodeada pela água do mar.
O Penedo é do tempo da colonização, no Espírito Santo. Ali aconteceram batalhas para salvaguardar a região dos ataques de holandeses e franceses. A rocha representa uma defesa providencial da Cidade, conforme o evidenciou, na investida de Cavendish e noutras passagens tormentosas da História. Leia aqui na Natureza Capixaba como foi. É pura História com H MAIÚSCULO.
Conta-nos uma lenda que o Penedo é mágico, por isso, na passagem de um navio pela sua frente, os viajantes devem atirar-lhe moedas e outros objetos, como oferendas, por que se o alcançarem, o rochedo retribuirá tudo, em felicidade.
Deve ser por isso que gosto tanto de estar ao lado do Penedo. Mesmo com problemas não consegui me desvencilhar deste passeio e arrisquei-me para sentir toda a sua energia. E ele continua lá, majestoso!!
E valeu a pena: Seja o Penedo sombreado ou ensolarado, sempre é cercado de mistérios e eis que ali firmou-se concretamente uma parte da nossa História capixaba e também do Brasil! Venha sentir essa energia! Até mais!! :)))


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